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2015-03-05 | Igreja/Cultura: Padre António Vieira lembrado em igreja de Roma onde pregou

D. Carlos Azevedo evocou religioso capaz de «questionar poderosos»

Roma, 04 mar 2015 (Ecclesia) - O padre António Vieira, jesuíta português do século XVII, foi hoje recordado em Roma, onde viveu entre novembro de 1669 e maio de 1675, como “um dos maiores nomes da cultura luso-brasileira”.

“O empreendimento da obra completa do ‘maior artista da língua portuguesa’, no dizer de Pessoa, permite, finalmente, o retrato pleno de uma personalidade de faces múltiplas, de olhares ousados, expressivos, concretos e visionários”, declarou D. Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício da Cultura, numa apresentação que decorreu na igreja de Santo António dos portugueses.

Segundo o prelado, Vieira fez da língua “espada para questionar poderosos” e recorreu à retórica para “zurzir consciências sem liberdade”.

“Com eloquência vibrante, defendeu indefesos e lutou por ideais aplicados ao concreto histórico no qual vivia”, acrescentou, numa igreja em que António Vieira pregou por diversas vezes.

A intervenção decorreu durante a apresentação da ‘Obra Completa Padre António Vieira’, cujos 30 volumes foram oferecidos esta manhã ao Papa Francisco por uma delegação portuguesa, após a audiência pública semanal.

Segundo D. Carlos Azevedo, a “espantosa existência de Vieira” dinamizou a sociedade do seu tempo “com capacidade de intervenção e criteriosa reflexão”, deixando votos de que esta iniciativa editorial leve a novas investigações sobre a figura do religioso jesuíta.

Cerca de 15 mil páginas foram reunidas, por uma equipa multidisciplinar de paleógrafos, latinistas, linguistas, filósofos, historiadores, teólogos, juristas, cientistas literários, entre outros especialistas, e agora compiladas em 30 volumes.

O projeto “Vieira Global” vai incluir no futuro a concretização de um Dicionário Multimédia de Vieira, pensado sobretudo para as escolas e para as novas gerações; e a edição e tradução das obras mais emblemáticas do sacerdote e pregador jesuíta em 12 línguas, incluindo o árabe e mandarim.

Fonte: Agência Ecclesia

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