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2011-10-20 | Igreja/Crise: Responsáveis católicos pedem aos políticos que deem o exemplo

Arcebispo de Braga diz que há cada vez mais «estômagos vazios»

Braga, 19 out 2011 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga reconheceu que “não se devem ter ilusões” a respeito da crise em Portugal, porque “existem muitos estômagos que começam a ficar vazios”.

Em declarações à Agência ECCLESIA, à margem do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja,esta terça-feira,D. Jorge Ortiga afirmou que “o evangelho é muito claro e diz que não podemos pregar a estômagos vazios” e apela a uma mudança de vida: “Visitar um santuário é uma maneira de passar um domingo descansado e não gastando dinheiro em coisas supérfluas e desnecessárias”.

O prelado bracarense pediu às pessoas para evitarem o consumismo, “não entrando nesses hipermercados que obrigam praticamente a gastar em coisas desnecessárias”.

Comentando o Orçamento de Estado de 2012, o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, alerta, por seu lado, para a necessidade de que “a classe política seja a primeira a dizer que está no barco e que quer encontrar soluções”.

“Se os políticos não forem capazes de reduzirem as suas pensões luxuosas, não têm credibilidade para exigir ao povo para apertar o cinto”, acentuou.

Ao falar das pensões luxuosas, o também bispo auxiliar de Lisboa cita o exemplo de um país: “Se um país como a Suíça tem como teto máximo das pensões 1700 Euros, em Portugal não se pode ter pensões de 10 mil e 15 mil euros”.

A situação é mundial e os 80 países que alinharam na marcha dos indignados “é a prova evidente que não há soluções miraculosas”, disse ainda.

Do ponto de vista económico, uma das características da sociedade contemporânea é a “incerteza” e os “dirigentes do mundo têm de pôr cobro à especulação financeira que está a alterar todo o quadro do mundo”, frisou D. Carlos Azevedo.

Fonte: Agência Ecclesia

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