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2013-05-07 | Família são «antídoto contra a crise»

«Uma sociedade egoísta, de pessoas fechadas, carece da ousadia da esperança», salienta bispo de Beja

Beja, 06 mai 2013 (Ecclesia) – O bispo de Beja disse hoje que a reabilitação financeira e social de Portugal passa em grande medida pela capacidade de restituir “força” à família, “o mais forte antídoto contra a crise”.

“O casamento, a natalidade e os compromissos comunitários são adiados, com medo da falta de recursos económicos. Mesmo assim, aumenta a insegurança, o stress e a depressão das pessoas”, realça D. António Vitalino, na sua nota semanal, enviada à Agência ECCLESIA.

Para o prelado, o “descalabro” que se abateu sobre a sociedade portuguesa abriu espaço a um “ciclo vicioso” que deve ser enfrentado com “confiança e coragem”.

“Uma sociedade egoísta, de pessoas fechadas e ciosas do ter e do seu bem-estar, com medo de perder esse estatuto, carece da ousadia da esperança e das energias renovadoras do tecido social, sem as quais nenhuma crise será superada”, alerta o responsável católico.

O bispo de Beja recorda que a família, “constituída pela união do amor de um homem e de uma mulher, aberta à geração de novos seres”, é “a fonte e o seio donde promana a primeira aprendizagem das relações constitutivas da identidade e da realização integral da pessoa”.

“É do interesse da sociedade que a família não seja apenas uma comunidade de indivíduos, mas de pessoas em desenvolvimento físico, afetivo e inteletual, em que cada um se transcende e relaciona com o outro”, refere D. António Vitalino, para quem “esta transcendência atinge a sua perfeição quando se abre ao espiritual, no diálogo da fé”.

Num mês dedicado a Maria, o prelado convida os católicos a celebrarem a semana da vida, de 12 a 19 de maio, e a lembrarem “com gratidão as mães”, que “mostram como se fomenta o crescimento e a qualidade de vida, doando-a e dando-se aos seus filhos”.

“Dado que em breve vão começar as matrículas nas escolas”, D. António Vitalino sublinha ainda a importância das famílias zelarem pela “formação cultural, afetiva e religiosa” dos filhos, através da inscrição na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

Fonte: Agência Ecclesia

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