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2013-02-21 | Crise: Igreja quer católicos com intervenção

Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social deixa apelos em mensagem para o Dia da Cáritas

Lisboa, 19 fev 2013 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal responsável pela Pastoral Social alertou para a necessidade de os católicos portugueses terem uma presença “interventiva” perante enfrentar a atual crise económica, propondo um “novo modelo de sociedade”.

“Os sinais que os tempos nos oferecem interpelam-nos, pedem a nossa responsabilidade, exigem o nosso compromisso. Como cidadãos e cristãos nunca poderemos alhear-nos das condições de vida das pessoas e dos problemas da sociedade”, escreve D. Jorge Ortiga, na sua mensagem para o Dia Nacional da Cáritas 2013, que se vai celebrar a 3 de março, em volta do tema ‘Fé comprometida. Cidadania ativa’.

No texto, enviado à Agência ECCLESIA, o arcebispo de Braga diz que esta celebração deve “favorecer uma maior consciencialização sobre o lugar que a caridade deve ocupar nas nossas vidas e reforçar a coragem duma indispensável presença interventiva na sociedade.”.

“É mais fácil permanecer no imobilismo, na desconfiança ou até num certo saudosismo do passado do que abrir-se à novidade de estilos de vida diferentes, de decisões estruturais indispensáveis, de compromissos voltados para futuro”, alerta.

A Cáritas Portuguesa assinala a sua semana nacional a partir de domingo, com várias ações locais, e um peditório público que se realizará em diversas cidades, de 28 de fevereiro a 3 de março.

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana apela a um “compromisso da fé através duma cidadania ativa, atenta às responsabilidades da hora presente, convicta da força transformadora dos gestos e dos sinais que, como expressão da fé, apontam para uma humanidade renovada”.

D. Jorge Ortiga recordando ainda as palavras de Bento XVI na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2013, onde o Papa deixou o desafio de fazer da crise “uma ocasião de discernimento e de um novo modelo económico.”

O arcebispo de Braga conclui com os votos de que “a relação entre as pessoas e o funcionamento das estruturas da sociedade consigam ser expressões mais consentâneas de um mundo onde vale a pena viver”.

Segundo registos internos da Cáritas, mais de 56 mil famílias solicitaram apoio à instituição em 2012 e, a nível individual, foram declarados mais de 158 mil pedidos de ajuda em território nacional.

Ao longo do ano 2012, a Cáritas Portuguesa registou um aumento das situações de emergência social na ordem dos 60% em relação ao ano anterior.

Fonte: Agência Ecclesia

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