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2012-05-29 | Solidariedade: Arcebispo de Braga rezou para que Portugal saia da «maldita crise económica»

D. Jorge Ortiga lembrou que arquidiocese deve dar prioridade aos Conselhos Pastorais Paroquiais

Laúndos, Porto, 29 mai 2012 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga rezou este domingo em Laúndos, concelho de Póvoa de Varzim, para que Portugal saia da “maldita crise económica” e para que acabem as “injustiças sociais”, a “pobreza” e o desemprego.

D. Jorge Ortiga invocou também o auxílio da Senhora da Saúde, no santuário a ela dedicado, para pedir o termo do recurso ao aborto, a cura dos doentes, “nomeadamente com cancro”, o perdão para as pessoas “que se dedicam ao crime”, o socorro aos “idosos abandonados” e o fim do “terrorismo religioso”.

A prece do responsável da Igreja em Portugal pelos organismos católicos de ação social, publicada no site arquidiocesano, lembrou os estudantes, numa época em que se aproximam os exames, pediu conforto para os familiares das “vítimas que faleceram na estrada” e ânimo para os “amigos emigrantes”.

Depois de iniciar a homilia com a citação de um poema de Fernando Pessoa, “muitas pedras no caminho”, o arcebispo sublinhou que um dos objetivos da arquidiocese é a “criação ou revivificação do Conselho Pastoral Paroquial em todas as comunidades da Arquidiocese”.

“Trata-se de um espaço estratégico” onde os leigos, “em sintonia com o pároco”, propõem “novos caminhos de evangelização, sempre no respeito pela diversidade”, afirmou D. Jorge Ortiga.

O arcebispo redigiu em dezembro um documento sobre o Conselho Pastoral Paroquial, órgão consultivo que reúne leigos sob a presidência do pároco, com o objetivo de desencadear a reforma do anúncio e testemunho da mensagem cristã.

“Que esta Carta [Pastoral] seja um ponto de partida para que se mude a nossa forma de projetar a ação pastoral”, apontou D. Jorge Ortiga em texto publicado no site da arquidiocese.

O também presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana considerava que o Conselho Pastoral Paroquial é um “espaço privilegiado” para os católicos reverem a sua “identidade, vivência e missão eclesial”.

O documento abria com um questionamento sobre o Concílio Vaticano II (1962-1965): “Passados quase 50 anos do acontecimento mais importante do séc. XX para os católicos, pergunto-me se o ideal conciliar proposto já é uma realidade”.

Na homilia proferida no Santuário de Nossa Senhora da Saúde, pertencente à Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga deixou uma interrogação aos fiéis: “De que estais à espera para começares a caminhar e a trabalhar por uma Igreja renovada e uma sociedade humanizada?”.

Fonte: Agência Ecclesia

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