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2012-05-01 | 1 de maio: Trabalhadores cristãos denunciam «graves injustiças»

Movimento Mundial critica «modelo mercantilista» que gera desemprego e precariedade

D.R.

Lisboa, 01 mai 2012 (Ecclesia) – O Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC) denunciou as “graves injustiças” do mundo laboral, numa mensagem por ocasião do 1.º de maio, em que se critica o atual “modelo mercantilista”.

“A precariedade laboral, o desemprego estruturante e massivo, a exploração e escravidão a que muitos trabalhadores se vêm submetidos são as principais consequências de um modelo mercantilista originado pelo poder económico neoliberal, com graves incidências no conceito do trabalho”, refere a mensagem do secretariado-geral do movimento para a celebração do Dia do Trabalhador.

No documento, enviado à Agência ECCLESIA, os responsáveis do MMTC - que inclui a Liga Operária Católica (LOC/MTC) em Portugal – assinalam que “em tempo de recessão ou de reestruturação, os trabalhadores são os primeiros a serem despedidos sem qualquer tipo de compaixão, sem respeito algum pelos seus direitos e dignidade”.

“A precariedade laboral é uma das principais causas do empobrecimento em que vivem hoje muitos homens e mulheres, jovens e adultos”, pode ler-se.

A mensagem para o 1.º de maio lamenta “as baixas remunerações, os ritmos de trabalho acelerados, os horários desregulados, a competitividade desenfreada, a exigência da flexibilidade laboral, o assédio moral e sexual e a escravidão do trabalho a que estão sujeitos sobretudo os migrantes”.

O aumento do desemprego em Portugal e outros países da Europa, indica o MMTC, veio “acentuar o crescimento substancial de novos pobres e dos índices da pobreza”.

“Esta situação leva a que os políticos restrinjam a legalização e integração dos migrantes, imponham reformas laborais que facilitam os despedimentos, criam precariedade e retiram direitos àqueles que têm emprego”, alerta o movimento internacional.

Os membros do MMTC afirmam que o trabalho é “fonte de dignidade, de valor e de reconhecimento social”, permitindo “exercer a cidadania”.

“Não valorizar o rendimento dos trabalhadores através de uma justa remuneração, obrigá-los a migrar para fora da sua região ou do seu país para poder sobreviver, a ter mais de um trabalho para poder completar o salário que não chega para viver, ter que aceitar que tudo lhe seja imposto com medo de perder o trabalho é uma perversão à dignidade do ser humano”, assinala o comunicado.

Em conclusão, o movimento apela à criação de uma “rede de solidariedade e de fraternidade” que “contribua para um mundo mais justo e mais equitativo na repartição das riquezas, mais solidário e fraterno”.

Fonte: Agência Ecclesia

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