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2015-08-12 | Timor-Leste: Concordata com Santa Sé vai ser assinada esta sexta-feira

Data que assinala os 500 anos da evangelização do país lusófono

J. Patrick Fischer - Estátua de Nossa Senhora da Conceição na Igreja de Balide, em Díli.
Estátua de N. Sra da Conceição na Igreja de Balide, em Díli.

Lisboa, 11 ago 2015 (Ecclesia) – A República Democrática de Timor-Leste e a Santa Sé vão assinar esta sexta-feira a Concordata, acordo que estabelece o quadro jurídico das relações entre o país lusófono e a Igreja Católica.

Em representação da Santa Sé, o tratado vai ser assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, D. Pietro Parolin, que é o enviado especial do Papa Francisco às comemorações dos 500 anos de evangelização deste país lusófono.

Segundo o programa na página na internet de Timor-Leste, o cardeal italiano tem previstos encontros com o presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, com o presidente do Parlamento Nacional, Vicente Guterres, e vai ser recebido pela Guarda de Honra no Palácio do Governo, em Dili, onde vai reunir com o Primeiro-Ministro, Rui Maria de Araújo.

A assinatura da Concordata começa às 9h45 locais e vai ser seguida por uma conferência de imprensa e os sucessivos encontros entre o secretário de Estado do Vaticano e os representantes oficiais do povo timorense.

“A Igreja Católica, ao longo de 500 anos, prestou um grande apoio espiritual, humano e material ao povo timorense, tendo também contribuído de forma decisiva para o processo de libertação de Timor-Leste,” afirmou o primeiro-ministro timorense, salientando que o desejo de celebrar a Concordata começou a materializar-se em 2006, com a criação de uma comissão para discutir os termos do acordo.

Rui Maria de Araújo destaca que a Igreja Católica “continua” a ser uma referência fundamental para a população pelo “empenho que continua a manifestar em apoiar os caminhos do desenvolvimento nacional”, sobretudo na área da educação.

“Tudo isso justifica que Timor-Leste seja o país com maior percentagem de população católica em todo o mundo”, assinala o primeiro-ministro timorense numa publicação no sítio online do país lusófono.

O responsável político recorda ainda que a ação da Igreja é “reconhecida e valorizada” na Constituição da República e que durante a luta pela Independência “fomentou a resistência do povo e legitimou internacionalmente os propósitos da Resistência”.

No dia 15 de agosto, o representante do Papa Francisco vai presidir às celebrações eucarísticas dos 500 anos de evangelização de Timor-Leste em Tasi Tolu, Dili.

O Papa argentino que antecipou as comemorações numa mensagem já divulgada considerou “justo e oportuno que este acontecimento seja recordado adequadamente”.

“À Igreja Católica cabe a liberdade de anunciar o Evangelho em modo integral, até quando vai contracorrente, defendendo os valores que recebeu e aos quais deve permanecer fiel”,escreveu Francisco,numa alusão ao trabalho dos primeiros missionários de Timor-Leste, há 500 anos.

Fonte: Agência Ecclesia

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